Chapadinha,
Editorias

Visite Chapadinha

Histórico

A Região era primitivamente habitada por descendentes dos índios Anapurus, que se fixaram, em 1783, no lugar Aldeia, hoje dentro dos limites da Cidade.

Atraídos pela riqueza das terras, comerciantes se estabeleceram no local que foi denominado Chapada das Mulatas - nome originado pela configuração do terreno e a cor das primeiras mulheres ali chegadas.

A atual sede do município de Chapadinha teve sua origem no ano de 1783, com o nome de Chapada das Mulatas, em razão da predominância de mulheres de tez amulatada entre seus primeiros habitantes. Em 25 de setembro de 1802, atendendo ao crescimento do povoado, foi criada, por provisão régia, a freguesia de Nossa Senhora das Dores, subordinada à jurisdição da paróquia de Vargem Grande, então comarca de Itapecuru-Mirim.

Pelo Decreto Estadual Nº 36, de 17 de outubro de 1890, foi o povoado elevado à categoria de Vila, com o nome de Chapadinha, sendo desmembrada de Vargem Grande e Brejo. Graças à exploração das riquezas naturais da região, como o babaçu e a carnaúba. Chapadinha experimentou rápido e crescente desenvolvimento econômico e demográfico. Em 29 de março de 1938, por decisão do então interventor Paulo Martins de Souza Ramos, foi levada à categoria de cidade.

Gentílico: chapadinhense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Chapadinha, pela Provisão Régia de 25-09-1801.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Chapadinha, pelo decreto nº 34, de 17-101890, desmembrado de Vargem Grande. Sede na vila de Chapadinha. Constituído do distrito sede. Não temos datada de instalação

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datada de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Fonte: IBGE

 

 

   

HISTÓRIA

 
Outrora um pequeno lugarejo habitado pelos índios anapurús, numa área pertencente aos municípios de Brejo e Vargem Grande. A partir de 1783, comerciantes foram chegando atraídos pelas belezas naturais da terra, o que em pouco tempo se formou num grande vilarejo, denominado Chapada das Mulatas, em referência às primeiras mulheres habitantes do lugar terem a pele caramelada, próprias do cruzamento entre as raças branca e negra.

Chapada das mulatas - localizada numa área de planalto excelente e arejado – foi palco da Balaiada em 1838, motivada pelo descontentamento do povo, em face da situação de miséria em que se achava. O seu líder local foi Raimundo Gomes Vieira Jutaí, negro, vaqueiro de profissão, que reuniu nove homens de sua raça, invadiu a cadeia da Vila da Manga, soltando seu irmão e todos os presos ali existentes.

No dia 13 de dezembro de 1838, data que marca a revolução dos Balaio, Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, um dos principais líderes do movimento, se juntou ao grupo de foragidos quando este chegou a Brejo e assumiu o movimento de vingança coletiva contra fazendeiros e proprietários.

Em 17 de outubro foi o povoado elevado à categoria de Vila com o nome de Chapadinha e desmembrado dos municípios de Brejo e Vargem Grande. Já em 29 de março de 1938 foi elevada a categoria de cidade pelo interventor Paulo Martins de Sousa Ramos. Devido ao seu progresso local começou a ter ares de cidade, sua economia cresceu consideravelmente com a produção de arroz, farinha de mandioca, milho, aguardente de cana, banana, laranja, com a colheita e beneficiamento de amêndoas de babaçu, para extração de óleo e derivados e ainda com um parque industrial em ascensão. Por ser uma área favorável aos criatórios, o município de Chapadinha é grande produtor de bovinos, suínos, caprinos, ovinos, granjas e peixes das mais variadas espécies.
 
LOCALIZAÇÃO
 
Localiza-se na microrregião do Alto Munim Maranhense. Fincada ao Nordeste do Estado do Maranhão, dentro do limite da região do Baixo Parnaíba, cuja posição geográfica a faz sobressair como um lugar atrativo e promissor. A região de Chapadinha é distante a 234 km da capital e tem uma altitude de (105)1300 m. numa área de 3.247,2km² e população de 64.116 habitantes (IBGE 2005). Limita-se ao Norte com os municípios de São Benedito do Rio Preto e Urbano Santos; ao Leste os de Mata Roma e Buriti; ao Sul Afonso Cunha e Codó; a Oeste Timbiras e Vargem Grande.

De clima salubre, a época chuvosa vai de dezembro a maio enquanto o período de estiagem estende-se de julho a novembro. A temperatura tem máximas de 37°, mínimas de 21 e mais freqüente 29°C.
 
ACIDENTES GEOGRÁFICOS
 
Os principais são: o rio Munim, que corta o município de Sul a Norte; o rio Iguará, que serve de limite entre Chapadinha, Codó e Timbiras e o rio Preto. Todos navegáveis por pequenas embarcações em pequenos trechos, no inverno. A lagoa Jatobá, de aproximadamente 30.000 metros, é muito piscosa e comunica-se com o rio Preto.
 
CIDADE
 
Um dos aspectos favoráveis ao desenvolvimento de Chapadinha é ser cortada ao meio pela BR-222, que dá acesso fácil a municípios vizinhos e a capital do Estado, servindo ainda como via natural aos transeuntes dos Estados do Piauí e Ceará que atravessam o lendário rio Parnaíba.
 
ASPECTO URBANÍSTICO
 
Por estar localizada em uma região plana e próxima da capital, o município de Chapadinha se apresenta como um dos mais promissores do Estado.
Pequenas edificações, ruas e avenidas largas - a maioria calcada por paralelepípedos - fazem parte da sua paisagem urbana. A cidade tem infra-estrutura razoável para receber os que ali chegam. Com pousadas, hotéis, restaurantes, bares, bancos entre outras.
 
GASTRONOMIA
 
A culinária chapadinhense é variada com destaque a panelada, mão de vaca e a galinha caipira com pirão de parida e os sucos de cajá, buriti, manga, caju, etc. Um aspecto novo a se considerar é a presença dos pratos gaúchos, onde até o tradicional chimarrão está sendo difundido pelos gaúchos que exploram as lavouras da soja na região.
 
ÁREAS NATURAIS/AMEAÇAS
 
Entrecortados por riachos, igarapés e brejos com suas nascentes de águas límpidas e cristalinas, o destaque é o repouso do guerreiro, área de mata fechada, piscinas natural e muito tranqüilo. Por ser um lugar particular, o acesso ás suas instalações só é permitido com autorização de seus proprietários. O município de Chapadinha vive hoje uma ameaça constante nas suas áreas naturais, com derrubadas de matas nativas, para dar lugar às plantações de soja, alterando por completo o ecossistema da região.